quarta-feira, 13 de julho de 2011

PATAXÓ HÃHÃHÃE e TUPINAMBÁ PROMOVEM A PAZ NO TERRITÓRIO LITORAL SUL DA BAHIA

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De segunda 18 ate sexta 28 de Julho, indígenas das etnias Pataxó Hãhãhãe e Tupinambá estarão percorrendo escolas, bibliotecas, sindicatos, associações, pontos de cultura e outros espaços públicos para doarem exemplares de seu novo livro: “Índios na visão dos índios: Somos Patrimônio”, dialogarem com a população promovendo a valorização da diversidade cultura e a paz.

Contando com o apoio do Governo da Bahia, através do IPAC - Instituto do Patrimônio Artístico Cultural da Bahia, órgão da SecultBA- Secretaria Estadual de Cultura a ONG Thydêwá coordenou a produção de um livro coletivo escrito e fotografado por 40 indígenas de 10 etnias distintas. O livro “Somos Patrimônio” é resultado de 10 anos de trabalho da ONG, sendo este o 16° título da coleção: Índios na visão dos índios, que já teve seu reconhecimento com os prêmios Rodrigo Melo Franco de Andrade 2004, Prêmio Direitos Humanos 2007, Prêmio Convênio Andrés Bello 2008, Prêmio Mídias Livres 2010.

A ONG Thydêwá realizou em parceria com os Tupinambá já outros livros e outros projetos, inclusive a campanha: Índio quer Respeito em 2003. Já a parceria com os Pataxo Hãhaãhãe começa em 2004 também produzindo livros e conteúdos para internet, realizando a campanha: Índio quer Paz em 2005 e em 2006. Neste ano de 2011, com este novo livro pluriétnico a ONG vem divulgando o trabalho em Alagoas, Pernambuco e Paraíba, sendo o mês de julho escolhido para divulgar na Bahia. “Foi escolhido especialmente o Território Litoral Sul porque existe na região muita desinformação sobre a História e as Culturas Indígenas, o que gera preconceito e violência”, explica Sebastián Gerlic - Presidente da Thydêwá.

Na quarta 20 quarta feira próxima o grupo se apresentará em Camacan, 21 já na quinta em Itajú do Colônia

Para maiores informações: www.indigenasdigitais.org ou contar Elder Almeida: 73 8159 1023

segunda-feira, 11 de julho de 2011

O ensino do agronegócio na escola pública




Eduardo Sales de Lima
Setor aposta na educação para manter sua influênciaou alienação sobre a futura geração de trabalhadores.

O cantor e compositor Alceu Valença é um ilustre admirador da cana-de-açúcar. A pequena Quirinópolis no sul de Goiás nunca mais foi a mesma depois da chegada de duas usinas de açúcar e etanol. O etanol não compete com os alimentos. A cana-de-açúcar já é segunda maior fonte de energia limpa do país.

Essas e outras informações positivas sobre setor sucro alcooleiro estão compiladas numa cartilha. O problema é que essa propaganda está sendo trabalhada como disciplina em escolas públicas no interior do Brasil. O Projeto Agora é de responsabilidade da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (única) e atinge educandos da 7ª. e 8ª. séries com idade entre 12 a 15 anosem uma parceria público-privada entre instituições governamentais sindicatos e empresas como ItaúMonsanto e Basf.

Cem municípios da região centro-sul espalhados por São PauloMinas GeraisMato GrossoMato Grosso do SulParaná e Goiás contam com o projeto. Resumidamente a apostila usada em sala de aula foca o desenvolvimento do setor canavieiro no Brasil e o empreendedorismo dos grandes latifundiários sob a ótica do progressos em apresentar aos alunos qualquer exemplo que venha desvelar contradições trabalhistas ou ambientais. A apostila não pondera por exemplo as contradições do trabalho escravo e a super exploração dos cortadores de cana-de-açúcar em tempos atuais. E que a monocultura e o latifúndio sempre foram "avessos à diversidade produtiva".

No mínimoum problema pedagógico para a economista e educadora Roberta Traspadini. "Não aparecem as lutas ocorridas nos territórios as disputas reais vividas pelos diversos sujeitos sociais e a produção de processos políticos antagônicos sobre a apropriação do trabalho"critica em recente artigo.

Ela reforça ainda que o ensino do agronegócio dentro da escola pública passa por uma "validação da lógica dominante voltada para os grandes projetos para a incorporação de um ser pertencente à vantagem competitiva do grande capital ou um ser excluído desta possibilidade". Não só isso denuncia-o como um processo de construção da intencionalidade "educativa" do capital que objetiva formar um "exército industrial de reserva consciente de sua necessidade de inclusão dentro da ordem".

Naturalização

Não é apenas a Unica que tem seguido essa estratégia de propaganda dentro do ensino público. Em Ribeirão Preto (SP)as concepções do agronegócio estão sendo repassadas aos estudantes por meio do projeto "Agronegócio na Escola" e têm gerado polêmica na cidade. O Conselho Municipal de Educação entrou na briga e pediu detalhes sobre o projeto pedagógico. Desenvolvido em parceria com a Associação Brasileira do Agronegócio da região de Ribeirão Preto (Abag-RP)o programa é utilizado nas aulas a alunos do 8º e do 9º ano desde 2009. Anteriormente o projeto foi aplicado por dez anos na rede estadual. Cerca de 112 mil estudantes da região já passaram pelo curso.

A Abag-RP oferece cartilhas aos estudantes e um vídeoque é utilizado por professores nas aulas. A cartilha aborda temas como o surgimento da agricultura e sua modernização. Professores são levados para conhecer usinas e são capacitados pela entidade.

A Secretaria da Educação do município e a entidade patronal defendem que o conteúdo aborda temas regionais importantes tanto do ponto de vista econômico quanto do ponto de vista social e que trabalham simplesmente com a realidade em que os alunos estão imersos.

Mas não é assim que enxerga a integrante do Conselho Municipal de Educação de Ribeirão PretoAna Paula Soares da Silva. Na visão delaé importante que as crianças e adolescentes conheçam o agronegócio o problema ocorre quando o material auxilia na naturalização dos problemas gerados nesse meio. "Esse material ajuda a naturalizar as desigualdades as relações de propriedade e de dominação"argumenta. Mesmo dentro da linha da educação contextualizada segundo ela outras práticas deveriam ser abordadas como a agroecologia por exemplo.

"Dominação"

Outro programa pedagógico polêmico o Projeto Escola no Campo a exemplo dos já mencionados nasceu em 1991por meio de uma parceria da Syngenta transnacional do ramo de sementes com a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo. Ampliou-se para outros estados e até 2007 já havia atingido cerca de 405 mil crianças de comunidades rurais do país.

Maria Cristina Vargasdo setor de educação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST)relata o quão grave é a transmissão dessas ideias à população jovem do campo. Segundo ela por meio desse projeto tenta-se convencer os estudantes por exemplo da positividade da relação entre sustentabilidade e utilização dos agrotóxicos. "Eles trabalham que o saudável é o bonito é a plantação limpas em ter a diferenciação de outras espécies a diversidade de culturas"denuncia a educadora.

Segundo Ana Paula Soares da Silva não é necessário ir muito a fundo no debate para concluir que os materiais pedagógicos distribuídos pelo agronegócio tentam esconder diferenças e intenções de "classe". "A intenção é de que as pessoas vão aceitando isso deixando de ser o sujeito histórico com a possibilidade de mudar a história. Não são projetos que incluem não são projetos de justiça social mas de dominação"arremata.

O Brasil de Fato entrou em contato com assessoria de imprensa da Unica que afirmou ainda não haver um posicionamento sobre as críticas ao Projeto Agora.
Fonte: Brasil de Fato e Diário da Classe
Postado por Página 50 às 06:00 Enviar por e-mail

Marcadores: agronegócioeducação

"Mostra audiovisual cultural de Itabuna - Cine Mocamba - Cinema Negro In Foco"


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"Mostra audiovisual cultural de Itabuna - Cine Mocamba - Cinema Negro In Foco"
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Programação para exibição no Colégio IMEAM/ ITABUNA - BA
Datas: 13 e 14 de julho de 2011
Local: Pátio do Colégio IMEAM - Itabuna / BA
D I A 13
Horário das sessões
Tarde
Horário da
sessão
Noite
1ª sessão – das 13:30 às 14:25
- Mandinga em Manhattan – Filme de Lázaro Faria, 2006, 55 min.
Mandinga em Manhattan retrata a expansão da capoeira pelo mundo e seu refluxo para a Bahia, tendo como personagens principais os maiores mestres ainda em atividade. Dividindo em três momentos, o filme narra a história da capoeira, com relatos dos mestres João grande e João Pequeno. Mostra também o movimento de saída dos capoeiristas brasileiros para o exterior na década de 80, época em que a capoeira se espalhou pelo mundo, estando presente em cerca de 150 países. Por fim, o filme apresenta os frutos dessa expansão em termos de imagem positiva para o Brasil, o que tornou Salvador, capital da Bahia, num centro de referência para a capoeira mundial.
1ª sessão – das 19:30 às 20:58
(todos os alunos)
- Pro dia nascer Feliz – Filme de João Jardim, 2006, 88 min.
As situações que o adolescente brasileiro enfrenta na escola, envolvendo preconceito, precariedade, violência e esperança. Adolescentes de 3 estados, de classes sociais distintas, falam de suas vidas na escola, seus projetos e inquietações.
2ª sessão – das 14:30 às 16:05
- Besouro – filme de João Daniel Tikihomiroff, 2009, 95 mim.
Besouro (Ailton Carmo) foi o maior capoeirista de todos os tempos. Um menino que - ao se identificar com o inseto que ao voar desafia as leis da física - desafia ele mesmo as leis do preconceito e da opressão. Passado no Recôncavo dos anos 20, Besouro é um filme de aventura, paixão, misticismo e coragem. Uma história imortalizada por gerações, que chega aos cinemas com ação e poesia no cenário deslumbrante do Recôncavo Baiano.
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"Mostra audiovisual cultural de Itabuna - Cine Mocamba - Cinema Negro In Foco"
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Programação para exibição no Colégio IMEAM/ ITABUNA - BA
Datas: 13 e 14 de julho de 2011
Local: Pátio do Colégio IMEAM - Itabuna / BA
D I A 14
Horário da sessão
Tarde
- O contador de histórias – Filme de, Luiz Vilaça 2009, 106 min.
O Contador de Histórias, filme de Luiz Villaça baseado na vida do mineiro Roberto Carlos Ramos, é a história de como o afeto pode transformar a realidade. Caçula entre dez irmãos, Roberto desde cedo demonstra um talento especial para contar histórias, transformando, com a narrativa, suas próprias experiências de frustração em fábulas cativantes. Aos 6 anos, o menino cheio de imaginação é deixado pela mãe em uma entidade assistencial recém criada pelo governo. Ela acredita estar, assim, garantindo um futuro melhor para seu filho. A realidade na instituição é diferente do que se promovia pela propaganda na TV; e Roberto, aos poucos, perde a esperança. Aos treze anos, após incontáveis fugas, ele é classificado como ‘irrecuperável’, nas palavras da diretora da entidade. Contudo, para a pedagoga francesa Margherit Duvas (Maria de Medeiros), que vem ao Brasil para o desenvolvimento de uma pesquisa, Roberto representa um desafio. Determinada a fazer do menino o objeto de seu estudo, tenta se aproximar dele. O garoto em princípio reluta, mas, depois de uma experiência traumática, procura abrigo na casa de Margherit. O que surge entre os dois é uma relação de amizade e ternura, que porá em xeque a descrença de Roberto em seu futuro e desafiará Margherit a manter suas convicções.
1ª sessão – das 13:30 às 15:16
No final de cada sessão acontecerão debates sobre os temas trabalhados nos filmes exibidos.

Será oferecida aos interessados 01 oficina de formação em audiovisual e cineclubismo no Brasil.

Divulguem, se organizem e participem!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

CONFERÊNCIAS LIVRE DE JUVENTUDE

Assistência Social, através da Juventude promove Conferencias Livres da Juventude e 2ª Conferência – etapa municipal estadual e nacional.11/07/2011
A Secretaria de Assistência Social quer o fortalecimento das políticas públicas da juventude e fazer valer a lei municipal de 2008, que cria o Conselho Municipal da Juventude em Itabuna, por meio de ações educativas e sociais No município. Este é um dos objetivos da primeira de uma série de dez conferencias, que aconteceu na manhã desta sexta-feira (8), no Lar Fabiano de Cristo.
O encontro que contou com o apoio do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, reuniu cerca de 100 jovens e adolescentes e foi uma preparatória para um grande evento que acontecerá no próximo dia 4 de agosto no Centro de Cultura Adonias Filho.
2ª Conferência Municipal de Políticas Públicas de Juventude, que tem como Lema; “Juventude, Desenvolvimento e Efetivação de Direitos”. Temas; I – Juventude: Democracia, Participação e Desenvolvimento Nacional; II – Planos Municipal Estadual e Nacional de Juventude: prioridades 2011-2015; III – Articulação e integração das políticas públicas de juventude. De acordo com o Decreto municipal nº 9.421 de 25 de maio de 2011, que convoca a realização da 2ª Conferência.
O coordenador da conferencia, Sergio Fontes, explicou que o evento realizado pretende colher sugestões e propostas dos participantes, que serão discutidas e aprovadas nas conferências municipais, estadual e nacional que acontecerão ainda este ano, respectivamente em Itabuna, Salvador e Brasília.
Na pauta do encontro desta sexta foram discutidas questões relacionadas aos Direitos Humanos, Saúde e suas variáveis, Violência, Educação Básica, Família, Meio Ambiente, Drogas, Segurança, Juventude no campo e religião. Também foram debatidos cursos profissionalizantes e estágios para os adolescentes, o que inclui geração de emprego e renda.
“Os jovens negros e pobres de hoje, infelizmente ainda são penalizados e discriminados pela sociedade. Queremos a inclusão digital e social, educacional e no mercado de trabalho, e só vamos conseguir isso com a participação de todos, seja por meio de cursos de capacitação, de conhecimentos sobre as leis criadas para esta finalidade”. Já estão agendado mais 09 (nove) Conferências Livres, Dia 14/07, das 09: às 12:00h. Conferência Livre de Políticas Públicas de Juventude no Auditório da Guarda Civil Municipal.
Dia 18/07 das 09: às 12:00h. Conferência Livre de Políticas Públicas de Juventude no Colégio Modelo.
Dia 20/07 das 09: às 12:00h. Conferência Livre de Políticas Públicas de Juventude no Colégio Flávio Simões.
Dia 23/07 das 09: às 12:00h. Conferência Livre de Políticas Públicas de Juventude no Colégio IMEAM.
Dia /26/07 das 09: às 12:00h. Conferência Livre de Políticas Públicas de Juventude no Colégio CIONF.
Dia /27/07 das 09: às 12:00h. Conferência Livre de Políticas Públicas de Juventude no Colégio ESTADUAL.
Dia /27/07 das 13: às 17:00h. Conferência Livre de Políticas Públicas de Juventude no Colégio Flávio Simões.
Dia /29/07 das 09: às 12:00h. Conferência Livre de Políticas Públicas de Juventude na UESC.
Dia /31/07 das 09: às 12:00h. Conferência Livre de Políticas Públicas de Juventude na Igreja Santa Rita, (Pastoral da Juventude).
Dia /04/08 das 08: às 19:00h. 2ª Conferência Municipal de Políticas Públicas de Juventude no Centro de Cultura Adonias Filho, Etapa municipal, para estadual e nacional.

O 5º FOR RAINBOW - Festival de Cinema e Cultura da Diversidade Sexual






O 5º FOR RAINBOW - Festival de Cinema e Cultura da Diversidade Sexual está com as inscrições abertas até 25 de agosto. O Festival tem por finalidade levar ao público cearense a produção de cinema e vídeo do País com temática LGBT, possibilitando o intercâmbio entre os produtores dos diversos estados brasileiros e divulgando os novos talentos na área do audiovisual.








O FOR RAINBOW está consolidado como um dos mais importantes do Brasil, relacionado a esta temática e com acesso gratuito em todos os seus espaços. Nas quatro edições o FOR RAINBOW atraiu um público médio diário de mil pessoas, percorreu vários municípios cearenses, inaugurou sua itinerância nacional em Porto Alegre, João Pessoa e Santos. Capacitou duzentas pessoas e produziu dez vídeos com a temática da diversidade sexual, utilizados para ações educativas de respeito à diversidade sexual.





O Ceará tem um histórico permanente de práticas discriminatórias e de violência contra as populações LGBT e o FOR RAINBOW busca interferir nessa realidade incentivando uma cultura de paz e celebrando a diversidade humana. Confira o regulamento no site http://www.forrainbow.com.br/

domingo, 26 de junho de 2011

Bahia : Ilhéus e Itabuna entre cidades baianas líderes em assassinatos de homossexuais



Crédito: MP







Desde o ano de 2006, a Bahia é o estado onde mais homossexuais são assassinados no país. “É o quinto ano consecutivo em que a Bahia tem essa vergonhosa liderança”, afirmou o professor e doutor em antropologia Luiz Mott, fundador do Grupo Gay da Bahia (GGB), durante apresentação ministrada por ele na abertura da sessão temática 'O Ministério Público e a Segurança Pública para Lésbica, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT)' na manhã de hoje, dia 20, no auditório do MP baiano. O evento, que terá continuidade durante todo o dia e contará com a participação do deputado federal Jean Wyllys, presidente da 'Frente Parlamentar Mista pela Cidadania LGBT' no Congresso Nacional, foi aberto pela coordenadora do Grupo de Atuação Especial em Defesa da Mulher (Gedem), promotora de Justiça Márcia Teixeira, que afirmou que esta é apenas a primeira iniciativa do Ministério Público do Estado da Bahia em prol da cidadania para LGBT, e que espera colher e articular informações sobre o tema, que vão servir para montar a atuação da Instituição na área. “Esperamos ouvir propostas e depoimentos para que possamos dar um passo maior na direção do tema, bem como buscaremos formar uma rede articulada contra a homofobia, lesbianfobia e transfobia”, garantiu ela.


O procurador-geral de Justiça Wellington César Lima e Silva também reiterou a disponibilidade do Ministério Público em se engajar “nessa importante frente” e apoiar toda ação contra práticas discriminatórias, mas ressaltou também a importância da mobilização social. Citando algumas conquistas recentes alcançadas pelo grupo LGBT nos âmbitos judicial e legislativo, o PGJ frisou que “devemos agir sempre com a inspiração destas notícias positivas”, e afirmou que somente a criminalização da homofobia não é suficiente para reduzir o número de condutas inaceitáveis contra os homossexuais. “Não duvidem que a prevenção, a orientação e o esclarecimento serão muito mais eficientes; porque, em diversos domínios, já verificamos que apenas o aspecto da criminalização desempenha um papel simbólico importante para a mobilização, mas muitas vezes não funciona como esperado”, explicou. “Esta não pode ser a única estratégia e nem deve ser a principal”, concluiu. O PGJ destacou ainda que, na caminhada do MP baiano, muitas iniciativas de aproximação com a coletividade foram empreendidas, dentre elas a criaçao da Promotoria de Justiça de Combate ao Racismo, que teve como primeiro titular o ex-procurador-geral de Justiça Lidivaldo Britto e hoje tem como titular o promotor de Justiça Cícero Ornelas. Ele citou também o projeto 'MP Vai às Ruas', criado aindas na gestão do ex-PGJ Walter Rodrigues e que teve o modelo copiado por outros estados como Santa Catarina. "Sem dúvidas, precisamos considerar a tolerância como fundamento primordial de uma sociedade pluralista e solidária", resumiu Wellington César, ao comentar a importância do evento.


Uma das principais lideranças do país na defesa dos direitos dos homossexuais, o professor doutor Luiz Mott apresentou números preocupantes relacionados aos crimes de ódio e homofobia na Bahia. “Estamos vivenciando um período de retrocesso, de ignorância e de fundamentalismo”, protestou o fundador do GGB. De acordo com ele, na década de 80 foram registrados 72 casos de assassinatos contra homossexuais na Bahia, mas nos últimos anos a violência tem-se intensificado. Somente no ano de 2009, foram computados 25 assassinatos; em 2010, 29; e, em 2011, já foram registrados nove casos. As cidades onde mais acontecem esses crimes no estado são Salvador, Itabuna, Feira de Santana, Ilhéus, Vitória da Conquista, Candeias, Lauro de Freitas e Jacobina. As vítimas são geralmente cabeleireiros, profissionais do sexo, pais de santo, bancários e profissionais liberais. Além disso, afirmou Mott, 47% dos assassinatos foram cometidos nas ruas e 35% dentro da residência da vítima, sendo 31% com uso de arma de fogo e 21% com faca. Os alvos preferenciais, segundo ele, são os travestis. O professor repudiou o veto dado pela Presidência da República às cartilhas contra homofobia, ressaltando a importância de se realizar campanhas anti-homofobia nas escolas, onde acontecem muitos casos de bullying.


Também na manhã de hoje, a diretora de estudos e pesquisa da Secretaria de Segurança Pública da Bahia, Ilma Leonor Kaysselt, apresentou informações sobre ações do Poder Executivo e políticas de segurança em prol do grupo LGBT previstas no programa 'Pacto pela Vida', recém-lançado pelo Governo da Bahia. A partir das 14h, o evento retoma as atividades com palestra do deputado federal Jean Wyllys, que falará sobre 'Segurança Pública Para LGBT: O Panorama do Legislativo', e do juiz de Direito da 1ª Vara Sumariamente do Júri de Salvador, Moacyr Pitta Lima Júnior, sobre 'As Instituições do Sistema de Justiça e Segurança Pública no Enfrentamento à Homofobia'.


Encontro onde o tema foi debatido

Crédito: MP


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