quinta-feira, 13 de setembro de 2012

UM POEMA EM CADA ÁRVORE EM ITABUNA

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UM POEMA EM CADA ÁRVORE – Intervenção Poética nas Margens do Rio Cachoeira (Itabuna-BA)

Vivas: poesia, arte e meio ambiente!

No próximo dia 21 de setembro, sexta-feira, às 15 horas, acontecerá em Itabuna a intervenção poética: “Um poema em cada árvore”. A Associação do Culto Afro-Itabunense realizará essa ação, comemorativa do Dia da Árvore, nas margens do Rio Cachoeira, Av. Beira Rio, em frente a praça Olinto Leone (Praça do Banco do Brasil)

A intervenção movimentará 83 cidades em todo o Brasil, em todas as regiões, tendo como objetivo a valorização da produção poética nacional e local, uma vez que serão expostos nas árvores 15 poesias encaminhadas pelo Instituto Psia, que idealizou o projeto e a configuração dessa rede, e 10 poemas de escritores de Itabuna.

Aproveitando a oportunidade, a Acai convida os poetas de Itabuna interessados em fazer parte do projeto a encaminhar uma poesia de temática livre, com até uma página (arial -16) para o e-mail acaipontodecultura@gmail.com até dia 14 de setembro, sexta-feira.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Na semana em que é celebrado o Dia do Cerrado: 11 de setembro, o Memorial dos Povos Indígenas será palco do encontro dos povos do Cerrado, de suas manifestações culturais e da feira de produtos da sociobiodiversidade.



A Rede Cerrado, em parceria com a Fundação Banco do Brasil, realizará o VII Encontro e Feira dos Povos do Cerrado, de 12 a 16 de setembro de 2012, no Memorial dos Povos Indígenas, em Brasília/DF.
Com o objetivo geral de mobilizar os povos do Cerrado e a sociedade para implementação de ações voltadas para a conservação e o uso sustentável do Cerrado, o VII Encontro e Feira dos Povos do Cerrado será uma excelente oportunidade para dar visibilidade ao Cerrado, incluindo as ricas manifestações culturais dos seus povos e comunidades tradicionais. Deverá reunir cerca de mil representantes indígenas, quilombolas, geraizeiros, vazenteiros, quebradeiras de coco, agricultores familiares, além de organizações da sociedade civil das unidades da federação onde há Cerrado brasileiro (DF, Goiás, Tocantins, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Mato Grosso, Piauí, São Paulo e Bahia).
O Encontro dos Povos do Cerrado, realizado desde 2001, se consolidou como um espaço para: troca de experiências que resultem na conservação do Cerrado e na promoção de meios de vida sustentáveis; valorização das tradições culturais dos Povos do Cerrado; discussão e formulação de posições políticas conjuntas; e divulgação pública dos problemas socioambientais que afetam o bioma, como também das alternativas existentes para o uso sustentável de sua biodiversidade.
Será dividido em três grandes momentos: o encontro; a feira dos produtos da sociobiodiversidade do Cerrado e a programação com as manifestações culturais do Cerrado, além de shows de artistas renomados.
O VII Encontro e Feira dos Povos do Cerrado tem o apoio do MDA, MMA, CONAB, MDS, FUNAI, Petrobras, Rádio Cultura/Secretaria de Cultura/GDF, EMATER-DF, por meio da emenda parlamentar do Deputado Distrital Joe Valle, Memorial dos Povos Indígenas, Projeto Florelos (ISPN/Comissão Européia), Central do Cerrado, PNUD, IBRAM/SEMARH/GDF, Ibama, ICMBio e CESE.
O ENCONTRO
O Encontro terá uma extensa programação que envolve seminários, palestras, oficinas, audiência pública e demais atividades sobre temas relativos à conservação do Cerrado e a seus Povos. Teremos ainda uma Mostra de Tecnologias Sociais para que possamos difundir as tecnologias de produção, uso sustentável, organização social, entre outras voltadas para a transformação social para nossas comunidades.
Será desenvolvido com foco na participação das comunidades e entidades, formalmente filiadas ou não à Rede Cerrado, que atuam em prol da sustentabilidade do Cerrado.
No dia 12/09 teremos à noite a solenidade de abertura com a fala dos Povos do Cerrado, autoridades e apoiadores do evento.
Dia 13/09, ao longo de todo dia, teremos seminários e painéis de debates acerca de assuntos inerentes ao Cerrado, seus povos e seus problemas, com a participação de autoridades e especialistas. Na parte da tarde teremos o Grito do Cerrado.
GRITO DO CERRADO
O Grito do Cerrado será uma grande manifestação pacífica com o intuito de alertar a sociedade e o poder público quanto aos desafios e problemas enfrentados atualmente pelo Cerrado e os povos e comunidades tradicionais que o habitam. Consiste em uma passeata pela Esplanada dos Ministérios, que sairá da Catedral de Brasília no dia 13 de setembro, com destino ao Congresso Nacional.
O Grito do Cerrado terá inicio por volta das 14h na Catedral de Brasília com a tradicional corrida de toras, realizada entre os índios Xavante e os Timbira, mobilizados pela Mobilização dos povos Indígenas do Cerrado – MOPIC.
Às 15h30 haverá audiência pública para debater a realidade do bioma Cerrado, no auditório Petrônio Portela – Senado Federal.
Na ocasião, será entregue aos parlamentares a Carta do Cerrado, documento que considera os posicionamentos políticos e as reivindicações da Rede Cerrado em relação às políticas públicas de proteção ao bioma e sua população.
No dia 14/09 ao longo de todo o dia teremos a realização de várias oficinas simultâneas. Cada participantes poderá escolher a oficina que pretende participar atentando que algumas oficinas possuem numero de vagas limitadas.
A relação de atividades do encontro com os respectivos responsáveis, local e horário de realização serão disponibilizadas em breve no site da Rede Cerrado.
A FEIRA
A Feira dos povos do Cerrado irá promover os produtos e a troca de experiência entre os empreendimentos ecossociais de base comunitários, assim como divulgar as possibilidades de uso sustentável do Cerrado e de sua conservação. Serão cerca de 100 estandes para exposição e comercialização de produtos de cerca de 200 organizações comunitárias.
A PROGRAMAÇÃO CULTURAL
Todo evento será enriquecido com uma intensa programação cultural que deve levar cerca de 20 mil visitantes ao Memorial dos Povos Indígenas. Nesta edição, o evento será integrado com o Festival PuroRitmo, com atrações culturais e uma praça de alimentação sustentável.
Rede Cerrado – 20 anos em defesa dos povos e comunidades tradicionais do Cerrado
Na Rio 92, por ocasião da assinatura do Tratado dos Cerrados, nasceu a Rede Cerrado. Este documento definiu compromissos entre seus signatários para enfrentar as ameaças ao bioma, constituindo-se como o marco histórico e legal da Rede Cerrado.
A Rede Cerrado congrega organizações da sociedade civil que atuam na promoção do desenvolvimento sustentável e na conservação do Cerrado. São mais de 500 organizações identificadas com a causa socioambiental no bioma, que representam trabalhadores e trabalhadoras rurais, extrativistas, indígenas, quilombolas, geraizeiros, quebradeiras de coco, pescadores artesanais, entre outros. A diversidade de atores comprometidos e atuantes no campo político da Rede Cerrado é grande e, sem dúvida, seu maior patrimônio.
O objetivo principal da Rede Cerrado é a luta pela conservação do bioma e a defesa de seus povos e comunidades tradicionais, promovendo justiça social e sustentabilidade ambiental.
Entre as atividades da Rede Cerrado, destaca-se a realização, desde 2001, do Encontro e Feira dos Povos do Cerrado. Um espaço de troca de experiências, de promoção de meios de vida sustentáveis, de valorização das tradições culturais dos Povos do Cerrado, de formulação de posições políticas conjuntas e, ainda, de divulgação pública dos problemas socioambientais que afetam o bioma e das alternativas existentes para o uso sustentável de sua biodiversidade.
A Rede Cerrado também atua estrategicamente em diversos espaços públicos socioambientais para propor, monitorar e avaliar projetos, programas e políticas públicas afetos ao Cerrado e a seus povos.
O Cerrado e seus povos e comunidades tradicionais
O Cerrado, segundo maior bioma brasileiro, é a savana com maior biodiversidade do planeta (5%). Ocupa quase 1/4 do território nacional (2.036.448 km2), abrangendo o Distrito Federal, os estados de Goiás, Tocantins, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Mato Grosso, Piauí, São Paulo, Bahia, Rondônia e porções de Roraima, Amapá, Amazonas e Pará. No Cerrado, moram 25 milhões de pessoas – 15% da população nacional, distribuída em 1.330 municípios.
É conhecido como “berço das águas” ou “caixa d´água do Brasil” por abrigar nascentes das principais bacias hidrográficas brasileiras.
Estudos apontam que existem cerca de 15 mil espécies de plantas no Cerrado, das quais 44% são endêmicas (exclusivas do bioma), além de uma fauna riquíssima, com aproximadamente 300 mil espécies de animais, sendo 90 mil insetos (28% do total de espécies do Cerrado) e 2.500 espécies de vertebrados.
Segundo dados do Ministério do Meio Ambiente, 132 espécies do Cerrado constam na lista das espécies ameaçadas de extinção.
O problema central da ocupação territorial e econômica do Cerrado é o caráter predatório do modelo agrosilvipastoril predominante, que ameaça a própria existência do bioma e de seus povos. Até 2010, o Cerrado já havia perdido 48,5% de sua cobertura vegetal e o processo de devastação continua. Hoje, o bioma conta com 54 milhões de hectares ocupados por pastos e 21,56 milhões de hectares por culturas agrícolas.
Ao longo de 12 mil anos de ocupação humana, uma variedade de meios de vida e estratégias de uso e convivência se apresentaram na relação desses grupos com a diversidade ecológica do Cerrado.
Os povos e comunidades tradicionais do Cerrado são a representação atual dessa sociobiodiversidade, como conhecedores e guardiões do patrimônio ecológico e cultural da região. No tocante aos povos indígenas, no bioma encontramos mais de 80 etnias. Já os povos e comunidades tradicionais abrangem quilombolas, geraizeiros, vazanteiros, quebradeiras de coco, entre outros, que convivem com o Cerrado, o conservam e respeitam.
A agricultura familiar e o extrativismo são importantes aliados na conservação dos ecossistemas por formarem paisagens produtivas que proporcionam a continuidade dos serviços ambientais prestados pelo Cerrado, tais como a manutenção da biodiversidade, dos ciclos hidrológicos e dos estoques de carbono.
Povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares comprometidos com a conservação do Cerrado têm um papel extremamente relevante na manutenção do Cerrado em pé.
Serviço
O que: VII Encontro e Feira dos Povos do Cerrado
Quando: 12 a 16 de setembro de 2012
Quando: Memorial dos Povos Indígenas, em Brasília/DF
Mais informações:
Ilka Fagundes
assessora de comunicação da Rede Cerrado

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segunda-feira, 3 de setembro de 2012

PROJETO TELEFONE DE LATA PROMOVE FORMAÇÃO E INTERAÇÃO PARA MONITORES E CRIANÇAS DE DOIS PONTOS DE CULTURA DA BAHIA!

                                      
O Projeto Telefone de Lata é uma iniciativa que justifica-se, principalmente pela necessidade de estimular o reconhecimento e valorização de práticas culturais locais como elemento fundamental ao desenvolvimento humano; de criar espaços de diálogo intercultural para a promoção de um maior conhecimento de si e do outro; de ampliar e consolidar uma rede de produção e intercâmbio de conteúdos relacionados à cultura da infância; e de promover ações de formação teórico e prática que potencializem a atuação dos Pontos de Cultura. A infância enquanto etapa do desenvolvimento humano apresenta uma série de especificidades relativas à construção simbólica e consequentes maturação e inserção cultural dos sujeitos. 

Entre as atividades estruturantes que marcam a infância, o brincar destaca-se como um dos principais mediadores da relação da criança com o mundo, permitindo que a mesma conheça, aprenda e experimente diversos arranjos e papéis sociais, além de permitir que habilidades físicas e cognitivas se desenvolvam. A criação de um programa de atividades lúdico-pedagógicas que tenha por objetivo favorecer um intercâmbio da cultura da infância, atua em duplo sentido: o do conhecimento da própria cultura, e o do conhecimento de outros contextos socioculturais, que podem ser compreendidos pela criança através do reconhecimento de similaridades e diferenças entre eles. 

Além de proporcionar às crianças participantes do projeto um canal onde dispõem de ferramentas adequadas à sua idade e habilidade, tal aproximação permitirá, a partir de um marco de compreensão, respeito e enriquecimento mútuo, o acesso ao conhecimento produzido em meios sociais marcados pela diversidade e interdependência sociocultural. Ao apresentar para grupos sociais de outras culturas os repertórios de brincadeiras pesquisadas na própria localidade, estimula-se a curiosidade, a compreensão e o respeito pela cultura de referência, bem como pela cultura da localidade que se pretende conhecer. 

Esse exercício, além de promover o contato com a diferença, facilita a percepção, por parte das crianças, dos elementos culturais que compõem suas próprias formas sociais, oportuniza o desenvolvimento de laços de afetividade e interesse entre os distintos grupos envolvidos e coloca em pauta a diversidade de “infâncias”, fruto da multiplicidade cultural, revelada em saberes e fazeres diversos. O tema  da cultura da infância e o registro etnográfico do brincar tornam-se elementos unificadores das vivências destes grupos que são ao mesmo tempo tão similares e distintas.O projeto retoma uma tecnologia de intervenção, elaborada e desenvolvida por esta equipe proponente, à execução de um projeto piloto de conexão infantil, iniciada no ano de 2009, que promoveu o intercâmbio da cultura da infância, entre crianças do povoado de Tapipa, município de Barloviento, na Venezuela e crianças brasileiras da comunidade do Unhão, localizada em Salvador. 

A experiência foi tomada como base para a elaboração da presente proposta, que visa, nesta edição, o intercâmbio entre crianças de outras realidades sócioculturais. Nesse sentido o grupo vem dando continuidade a essa proposta através da busca de parceria junto aos Pontos de Cultura, com o desenvolvimento de ações junto a duas entidades localizadas nos territórios do Litoral Sul e Extremo Sul. A atual proposta vê uma oportunidade para constituir, a partir da vivência em diferentes espaços culturais, o intercâmbio entre organizações da sociedade civil que fazem parte da política cultural (Programa Cultura Viva) que fomenta o programa de Pontos de Cultura.

O desenvolvimento da presente iniciativa significa, portanto, a possibilidade de adensar uma rede de produção que articule a infância e o audiovisual em formato de intercâmbio, que contribui tanto para a formação dos grupos participantes como para a produção de conteúdos dirigidos a essa faixa etária. A perspectiva é que com a continuidade do projeto outras localidades dentro e fora do Brasil possam ser incluídas, consolidando esta rede de intercâmbio como um espaço de referência para a pesquisa, produção e divulgação de conteúdos relacionados às culturas da infância. 

O projeto pretende, por fim, contribuir com um processo de formação continuada em linguagem audiovisual e acerca da cultura da infância junto aos monitores dos Pontos de Cultura, viabilizando tanto um suporte local à execução do projeto, quanto à ampliação do impacto da ação, já que a mesma promove o acesso a conhecimentos e ferramentas que permitem a continuidade desta ação e a criação de outras ações relacionadas com a cultura da infância, tendo como proponentes os próprios Pontos de Cultura.


Conheça as crianças das Comunidades:

Ponto de Cultura Tribo jovem 
( Comunidade Indígena, Aldeia Velha, Porto Seguro-BA)


                                       

Ponto de Cultura 

Associação do Culto Afro Itabunense 

(Comunidade de Terreiro, Ilè Axé Oya Funké,Itabuna-BA)


                                      


Acompanhe o Projeto no Nosso Blog, visite: http://telefonedelatacomunicacao.blogspot.com.br/

(  Fotos: Telefone de Lata/ ACAI/Tribo Jovem)
( Texto: Telefone de Lata)






segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Encontro do Grupo Gestor do Território Litoral Sul


TERRITÓRIO LITORAL SUL
Praça Almirante Tamandaré,405- Centro
- Itabuna- BA. Tel- 73-3613-5114
com.br 
  
                                                               
O Coordenação do Território Litoral Sul, realizou nos dias 9 e 10 de agosto de 2012 , o encontro do Grupo Gestor do Território Litoral Sul, no Pallace Hotel , em Itabuna-BA, cujo tema central foi a “Dinamização e Gestão Territorial”. tendo como temática central “Educação”, abordando e encaminhando questões centrais para o desenvolvimento territorial. Assim, foram discutidos, aliados ao tema central assuntos como: a gestão territorial, sustentabilidade, Base de serviço, Economia Solidária, Agricultura Familiar, desenvolvimento das Câmaras temáticas das Mulheres, de Educação e de Cultura .

A centralidade no tema educação partiu de uma demanda expressada pelo território em trabalharmos na melhoria da qualidade educacional territorial como forma de emancipar as nossas comunidades e cidadãos. As temáticas aliadas ao tema central foram elencadas também a partir de necessidades identificadas pelo Grupo Gestor. Além disso, as questões trabalhadas pelos Grupos de Trabalho vão alinhar as ações do território com as ações estaduais e nacionais, com as reivindicações e prioridades das Conferências Territoriais, com o PPA P Territorial, tendo como resultado um plano de ação conjunta para alcançar os objetivos definidos como prioridade.
O evento contou com a presença de Representantes da Sociedade Civil organizada do Território, de Povos Tradicionais de Terreiro e Povos Indígenas, dos Pontos de Cultura, de Entidades de Classe e de Representantes Institucionais da CAR, SERIN, SUAF, SEPLAN, SECULT, AMURC, UESC, SPM, Prefeituras Municipais, dentre outros.
 Visitem nosso Álbum de Fotos Virtual, CLICANDO AQUI!

Atenciosamente,


Grupo Gestor Executivo
                                                             
      Comissão de Comunicação 
      TERRITÓRIO LITORAL SUL
                                                                 
                               

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Jornal “A TARDE” entrevista o Coordenador do Ponto de Cultura Grãos de Luz e Griô e Presidente do Conselho Estadual de Cultura da Bahia, Márcio Caíres, leia aqui a matéria completa.

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Jornal “A TARDE” entrevista o coordenador do Grãos de Luz e Griô e presidente do Conselho Estadual de Cultura Márcio Caíres, leia aqui a matéria completa.     


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R. Nossa Senhora da Vitória s/n, Centro - Lençóis - Chapada Diamantina - Bahia - Brasil
55 75 3334 1040 graosdeluzegrio@gmail.com

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Editais Fundo de Cultura 2012 ---- Ações Continuadas de Instituições Culturais Privadas Sem Fins Lucrativos


Carta Aberta para Denúncia de Aviltamento da Fé dos Povos de Terreiro
Como integrantes, devotos(as) em exercício e representantes dos Povos de Terreiro em comum acordo e pela reivindicação uníssona em toda a Comunidade que o compõe, vimos por meio desta expressar o repúdio coletivo aos incessantes crimes, estupros, assassinatos e demais ações de vilipêndio a ordem social e da lei, indevidamente – ressaltamos – imputadas pelos meios de comunicação, assim como autoridades das mais diversas esferas à nossa crença. Seja por interesses sensacionalistas de informação ou por razões escusas de líderes de outras religiões (que, por tráfego de influência política ou financeira, como é de conhecimento geral da sociedade, nos agridem) na prática de intolerância religiosa, vem insuflando depredações, violência física e escárnio público ao segmento dos Povos de Terreiro.
Somos sacerdotes, sacerdotisas e fiéis em nossas crenças, mas antes de tudo somos brasileiros, e temos o direito de livre exercício da fé garantidos pela Constituição Federal e demais legislações nacionais, além da Declaração Universal dos Direitos Humanos, vigente e adotada por 58 estados das Nações Unidas no ano de 1948, da qual o Brasil é signatário, sendo definido no artigo 18: “Todo o homem tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; este direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de manifestar essa religião ou crença, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pela observância, isolada ou coletivamente, em público ou em particular”, assim como outras legislações internacionais das quais o Brasil também é signatário tais como a Convenção nº 169 da OIT.
Os nossos antepassados morreram pelo Brasil para que vivêssemos em uma pátria livre, livre da escravidão, livre do preconceito, livre da intolerância religiosa e livre das perseguições que eles tanto sofreram no passado.
Viemos a luz da sociedade civil organizada, para manifestação contrária ao abuso praticado pela mídia em nos veicular a pretensos ritos de sacrifício humano, já que reza em nossos códigos morais e devocionais a impossibilidade, frisamos, de ser humano ser imolado, pois toda a crença dos Povos de Terreiro baseia-se na descendência, na ancestralidade e na coesão do núcleo tribo-família, fato amplamente reconhecido em vários estudos antropológicos, portanto todo e qualquer rito e ato que venha a ferir o princípio do direto humano à vida não possuem qualquer vínculo ou aceitação em nosso meio, possuindo de nossa parte total repudio.
Quanto aos sacrifícios ritualísticos com de animais, estes são presentes em várias culturas:
1.    Na Grécia Antiga, o sacrifício era de origem alimentar o Kanun.
2.    Ritos funerários de Toraja (fica numa região montanhosa do sul da Indonésia) são importantes eventos sociais, com duração de vários dias com a participação de centenas de pessoas em geral. Sendo a família é quem promove o ritual.
3.    Os sacrifícios constituíam parte essencial da religião dos Incas.
4.    Em Israel os Judeus utilizam-se de galos e galinhas no ritual que antecede o Yom Kippur.
5.    Na religião Islâmica existe o ritual do Qurban.
6.    Na Bíblia hebraica, Deus ordena que os israelitas ofereçam sacrifícios de animais no santuário, ou tabernáculos. Quando os israelitas já haviam chegado à terra de Canaã, ordenou-se que todos os sacrifícios terminassem, exceto os que aconteciam no Templo de Jerusalém. Na Bíblia, Deus pede sacrifícios como um sinal de sua aliança com povo de Israel. O sacrifício também era feito para que Deus perdoasse os pecados, uma vez que o animal estaria sendo punido no lugar do pecador
7.    Na Bíblia cristã é referido, por exemplo, o caso de Abraão que, para provar a sua fé em Deus teria de sacrificar o seu único filho, imolando-o e queimando-o numa pira de lenha, como era costume para os sacrifícios de animais.
Os Povos de Terreiro não foram, são ou serão os únicos que praticam a imolação de animais. E, se na base das fés cristã e hebraica, havia a mesma tradição, apesar de erradicada mais tarde, é sinal que seus Deuses a adotavam como ação correta e prática boa, podem ser considerados, segundo atuais rótulos apregoados, “tão malévolos” quanto os nossos, sendo que a diferença que ocorre nos dias atuais é que infelizmente os nossos ritos sagrados foram vilipendiados de nossos lares e lançados ao vento para que todos saibam, enquanto outras religiões o fazem de forma oculta para que a sociedade não os conheça.
Devemos entretanto esclarecer perante a sociedade que tais rituais servem para alimentar nossas casas, sendo hipocrisia daqueles que nos atacam uma vez que consomem carne comprada nos açougues e supermercados, no nosso caso nos alimentamos de um alimento sagrado, pois antes de imolá-los, procuramos consagrá-los ao Divino, deixando aquele item de ser apenas um mero elemento gastronômico, mas sim um alimento sagrado de união entre o ser humano e a energia cósmica de Deus.
Crueldade com seres vivos? Vale a pena esclarecer o seguinte: o sacrifício dos animais na ritualística é diferente do assassinato que é cometido por pessoas desajustadas.
Entendemos nas fés de ancestralidade africana, ser um processo natural da vida e sagrado o ato de imolar nossos alimentos, pois mais do que servir para sobrevivência e para nos alimentar, como dissemos anteriormente, é um ato de união com o sagrado. Todo ser vivo na cadeia alimentar, é predador de outro: os herbívoros comem as plantas e os carnívoros animais diversos. E isso não é pecado, pois seria presumir algo ruim feito por Deus. É o ciclo da vida, onde até mesmo para evitar superpopulação de determinada espécie, há predadores e presas.
É provado que as plantas também sentem dor. Podem não ter segundo alguns entendimentos “estados mentais” dos animais, mas sentem e como seres vivos, rejeitam a morte. Comeríamos então o que? Só porque não possuímos condições de ouvir os gritos da mãe natureza ao se derrubar uma arvore, ao pescarmos um peixe e poluirmos um rio que esta não sinta dor?
Extermínio de espécies? Tal acusação errônea não procede. Somos a favor de evitar a caça (seja para fins alimentícios, ritos ou de vestuário) de animais em extinção. Evita-se predar o que está desaparecendo do planeta. Mas bodes, cabras, galinhas, pombos, porcos, patos e etc, não constituem esse caso, até porque fazem parte da criação em nossas casas justamente para tais fins, o de alimento sagrado.
Deixando emblemáticas puritanas, vamos comparar as diferença entre as vitelas compradas num supermercado para churrasco e o sacrifício de um animal em nossos rituais?
O churrasqueiro para saciar o paladar refinado da carne de alta qualidade, não se importa em saber que sua origem vem de bezerros entre três, a cinco meses de idade. Confinados em baias, estes filhotes, são impedidos de moverem-se para terem o mínimo de músculos. São alimentados com substitutivo do leite deficiente de ferro, tornam-se anêmicos. A pobre alimentação visa atingir a nata da vitela: criação de carne branca e macia de bezerros machos. O abate destes, muitas vezes é longo, cruel e violento e tudo isso para atender a gula de meia dúzia de abastados. Visitar uma área de criação de vitela é como estar em um campo de concentração infantil. Os novilhos olham para os visitantes e se aproximam como quem pede ajuda. Tentam sugar dedos ou pedaços de roupas, enchem os olhos de lágrimas e emitem sons guturais estranhos. Esse sofrimento não dura mais que três meses, quando já estão prontos para o abate. São então levados para um local onde são cruelmente mortos, em geral com um corte profundo na jugular, para perder todo o sangue lentamente. Seria alimentar-se de tal carne ter um “paladar refinado”? Todo ano, só nos EUA cerca de um milhão de bezerros são mortos para servir aos refinados apreciadores de uma boa carne.(!?!) O hábito de comer vitela começou provavelmente quando vacas grávidas morriam e serviam de refeição. Percebeu-se que o feto tinha uma carne de textura muito tenra. Depois vieram os métodos para manter a carne do bezerra macia por mais tempo. Por isso hoje se consegue essa façanha com animais de até três meses de idade.
Os membros dos Povos de Terreiro, para seu ritual, compram ou criam um bicho saudável, alimentado e crescido normalmente. O abate é com o mínimo de sofrimento possível, pois lembramos que o mesmo é o nosso alimento sagrado, estando ele abençoado antes de ser consumido, uma vez que os nossos Povos possuem toda uma interação para com a natureza, buscamos preservá-la pois dela vem o nosso alimento, além do fato de que dela viemos e para ela retornaremos, nossas tradições e forma de conviver remonta do mais longínquo momento de ligação com nossos antepassados, sua representação e participação para com o meio em que vivemos, os nossos elementos sagrados estão diretamente ligados à natureza, da qual dependemos e respeitamos, portanto buscamos viver em total integração com todos os elementos que a compõem.
Ou seja, nós temos métodos mais piedosos de obter alimento e apenas aproveitamos religiosamente, o que outros crentes distintos da fé por nós cultuada, desprezam nos abatedouros. Gostaria de saber se os ilustres políticos agindo contra nossa cultura e fé, abrem mão de leitão à pururuca na mesa, churrascos de final de semana e roupas ou acessórios de couro legítimo. Conclui-se ser hipocrisia, portanto, gerar polêmicas em torno dos ritos envolvendo animais em acusações de vilania, quando desfrutam por mero deguste, do abate de víveres. Se não bastasse, são consumidores do comércio de peles, cosméticos, couro, marfim e outros produtos de origem animal, comprovadamente cruel com bichos, este sim, assassinando e matando violentamente sem critério.
O fato verídico transparece: trata-se de uso de pretensa “ação politicamente correta” como desculpa de “pseudo benevolentes e conscientes” políticos e lideres, devotos de outras religiões, para, sem pudores, virar a opinião pública contra nós, levando-nos ao ódio e perseguição social.
Nesta carta porta-voz do direito liberdade no exercício religioso, direitos assegurados na Constituição Federal, declaramos o aparente esquecimento dos políticos religiosos sobre a imparcialidade de julgamento em seus cargos. Por força de influência, nos seus mandatos, calam a lei ou alguma atitude vetando tais ataques e falsas acusações.
Triste, porém verdade: Nenhuma das autoridades competentes de atuação neste âmbito da questão, interferem nessa “Caça as Bruxas” em território nacional.
Este relato é a prova fidedigna fornecida de que na prática, a teoria constitucional de direitos, não funciona como deveria. Os dirigentes da Nação, nas bancadas políticas e plenários, ao invés de olharem para os fiéis de crença diferente a sua, sem favorecer o culto de sua devoção em detrimento de demais doutrinas.de fato puxam a brasa “para sua irmandade” e levam as outras, (tratadas como inimigas) ao apedrejamentosocial de forma bestial, executando-nos segundo as leis (ditas por eles) ordenadas por Seu Deus, que em vida sempre dizia, “amai-vos uns aos outros como eu vos amei”.
E a lei cruza os braços, se faz cega e em nada aplica sanções para coibir tal calúnia, vil desmoralização e difamação, quando os gestores públicos que deveriam fazê-la se cumprir se omitem e utilizam-se de falácias indevidas.
Enquanto isso, numa coincidência total, acirra-se o debate político sobre se o Brasil deve ou não, ser um Estado Laico (sem religião oficial). Nesta disputa, vários advogados ilustres como o Sr Gilberto Garcia (Advogado, Pós-graduado em direito e Mestre em Direito. Especialista em Direito Religioso, Conselheiro Estadual da Ordem dos Advogados do Brasil e Membro Titular do Instituto dos Advogados Brasileiros), declara o seguinte:
“Contudo, apesar de todas as manifestações contrárias da sociedade civil organizada, especialmente através de grupos e organizações de defensores do Estado Laico, que é o Estado Sem Religião Oficial, com destaque para atuação da Frente Evangélica Parlamentar, a Câmara de Deputados em Brasília/DF, aprovou o Acordo Internacional, que é uma Concordata Católica, firmado pelo Presidente da República, Luis Inácio Lula da Silva, em novembro de 2008, com o Papa Bento XVI, na Cidade do Vaticano, sede da Santa Sé. (País esse que se nega a reconhecer o Tribunal de Haia, pois se assim o fizer será julgado e condenado por inúmeras atrocidades cometidas em nome de Deus através da ‘santa” inquisição, de suas cruzadas e bulas papais que autorizaram a escravidão dos povos pagãos, sendo quem sabe jogada à fogueira que tanto alimentou).
...Num retrocesso histórico em pleno Séc. XXI este posicionamento adotado pela Câmara de Deputados rompe uma tradição de quase cento e vinte anos de história do Brasil republicano, pelo que, desde 1891, Igrejas de qualquer confissão religiosa, sejam evangélicos, católicos, espíritas, umbandistas, candomblecistas, mulçumanos, judeus, orientais etc, e ainda os agnósticos e ateus, tem sua ampla liberdade religiosa amparadas pela Constituição Federal Brasileira...
Esta é uma das mais relevantes razões porque construímos ao longo da história republicana uma sociedade pluralista que tem conseguido manter a liberdade de expressão espiritual para as variadas representações religiosas de todos os matizes de fé, às quais convivem pacifica e harmonicamente, e esta Lei Geral de Religiões, que é a “Concordata Evangélica?!”, no caso das Igrejas e Organizações Religiosas poderá, entre outros, provocar conflitos de representatividade legal junto a sociedade civil organizada, inclusive junto a órgãos públicos e privados.
Também por isso é que esta Concordata Católica e a Lei Geral das Religiões - “Concorda Evangélica?!”, necessitam ser rejeitadas no Senado Federal, pois se forem ratificadas pelo Congresso Nacional, logo após a sanção do presidente da república, os grupos defensores do Estado Laico, inclusive os evangélicos, necessitarão promover uma Ação de Declaratória de Inconstitucionalidade junto ao Supremo Tribunal Federal, guardião maior da Constituição Federal da República Federativa do Brasil, para que mantenha o princípio constitucional da Separação Igreja-Estado, que é o Estado Sem Religião Oficial, vigente desde 1891 em nosso país.”
Assim, referente a alguns temas recentemente vinculados à imprensa, esclarecemos que:
1)      Fatos ocorridos em Águas Lindas de Goiás:
1.    Desconhecemos o adolescente que se intitula Pai de Santo. Em nossas casas para que alguém receba tal posto sacerdotal, ele necessita passar por vários anos de iniciação para tão somente após uma avaliação fazer juz a recebê-lo, e o mesmo é concedido por alguém que o iniciou, neste caso não conhecemos a pessoa dele nem quem o tenha concedido tal posto, e dentro de nossas liturgias  desconhecemos o que por ele foi praticado ao seqüestrar uma criança para fazer amarração em proveito próprio com o ex namorado.
2)      Promessas de atrair a pessoa amada em “x” dias ou horas:
1.    Não é condizente com a prática religiosa promessas enganadoras, aonde falsos e/ou mal religiosos utilizam-se da fé e carência alheia para beneficiar-se financeiramente como ocorrido no Rio de Janeiro por um João da Pomba Gira e outros que venham a fazer tal prática no seu dia a dia.
3)      Práticas satânicas, demoníacas e/ou de magia negra
1.    Em nossa religião só existe um ser supremo, que conforme a etnia de sua casa é denominado de Zambi (Povos Bantu), Olódùmarè ou Olorum (Povos Yorubá), Lissá (Povos Ewe/Fon), não fazendo parte de nossa liturgia, prática ou devoção a adoração ao demônio ou satã, tal ser faz parte da crença Cristã, não possuindo acolhida em nossas casas.
2.    Infelizmente por questões de racismo institucional quando se fala em “magia negra”, as pessoas procuram vincular tal denominação aos Povos de Terreiro, ocorre que tal prática é de origem Européia, não existindo em nosso meio, portanto quando uma autoridade pública ou a mídia relatar tal fato deve evitar de fazer vinculação da mesma as nossas casas, sob pena de crime de dano moral coletivo.
4)      Recentes declarações da senhora Rosane Brandão Malta (ex-Rosane Collor de Mello):
1.    As declarações da mesma sobre práticas de magia negra na casa da Dinda, praticadas pela então Ex-Mãe de Santo Maria Cecília da Silva, precisam ser corrigidas. Conforme entrevista concedida à revista Época, a atual evangélica Maria Cecília da Silva confessa que em 1986 a mesma “vendeu a sua alma ao Diabo”, fazendo um pacto para com o mesmo, tal afirmação se faz presente na matéria vinculada pela revista em seu site acessível através do linkhttp://revistaepoca.globo.com/Epoca/0,6993,EPT385297-1659,00.html. No momento em que a mesma faz tal pacto, ela abdica de sua religiosidade, deixando de ser uma mãe de santo, portanto tudo por ela realizado conforme consta na entrevista, foi feito por orientações daquele com a qual ela realizou o pacto. Acreditamos que tais pessoas, por suas trajetórias religiosas cheias de confusão não merecem crédito, pois utilizam-se da fé e da religiosidade conforme os seus interesses pessoais, antes eram de uma religião, daqui a pouco fazem um pacto com o demônio e em seguida migram para a religião evangélica, quem pode garantir que amanhã não resolvam mudar para outra aonde possam ter maiores vantagens? Isso não é ser religioso, é utilizar-se da religião para proveito próprio e auto promoção perante o público, tal prática não condiz com uma pessoa religiosa.
Nós não queremos ou pretendemos dominar o cenário religioso brasileiro, mas exigimos que ao invés de utilizarmos de termos técnicos lindos e repletos de teoria, queremos sim ter mais do que políticas transversais, horizontais, verticais ou paralelas, queremos ter um Brasil repleto de respeito, dignidade e de liberdade que a Carta Magna de Direitos deste país nos deu. Senhores e senhoras da política e da mídia, esta na hora de um basta. Ponham a mão na consciência e atuem pela decência e cumprimento das leis de livre expressão religiosa. Abaixo o preconceito e a intolerância!
Uma frase para reflexão:
Em Yorubá “Nã Oluwa Alasaro Nití Àioyé On Irin, Íbí Gbogbo Gbon-Agbomregé Òti Sogbogba, Pé Um-hún Àtaiyebaiye Gbogbo Àjumodapo Towotowó, Feran Gbogbo Pagagidi Basi Papá Tiwá Fé”.
Em Kibundu "O muadiakimi Mubangi kua mungongo ni muenhu abange hoso kiavisa ni kiengi ene a tu abange kukala ni mueniu, ni ujitu, etu kuzola."
Em Português “O Senhor criador do mundo e da vida, fez todos os seres vivos da forma mais complexa e diversificada, para que assim todos possam viver, conviver e se respeitar, amando uns aos outros da mesma forma como ele nos ama”.
Atenciosamente,

Rede Afrobrasileira Sociocultural
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