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terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Abaixo-assinado Abaixo-assinado PELA APROVAÇÃO DO PL N.º7447/2010 -Estabelece diretrizes e objetivos para as políticas públicas de desenvolvimento sustentável dos povos e comunidades tradicionais


Vaana mbote “Sudações”


Projeto de Lei n.º 7447/2010

Nós temos que falar e cobrar dos nossos Deputados Federais sobre a importância do Projeto de Lei 7447/2010. Seu apoio é de fundamental importância para todos os Povos e Comunidades Tradicionais do Brasil. Destaco que há poucos deputados que vestiram a nossa camisa e precisamos de mais apoio para essa empreitada. No momento o Projeto Lei 7447, está na pauta da Comissão dos Direitos Humanos e provavelmente deverá ser votado no inicio de 2013.

Salientando que nós,  Povos de Terreiro,  somos formados de varias etnias de Povos, por  exemplo:  Bantu, Yorubá, Fon, Igexá entre outros. E não podemos fazer uso de uma só língua e cultura, como sempre usa-se o Yorubá. Só estamos neste grupo de Povos e Comunidades Tradicionais por nós sermos diferenciados e plurais, enquanto etnia, cosmovisão,  línguas, culturas, religiões, culinárias,  etc.
Somos “ Povos” e  não “Comunidades”.  O conceito de POVO para os Povos de Terreiro é resultado da  consulta a nível nacional, realizada em 2007,pela Comissão Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, no qual a ACBANTU participou em vários estados. Esta foi a auto identificação estabelecida por nosso segmento, com base em nossa trajetória histórica e em nossos valores civilizatórios.

É muito importante a aprovação deste Projeto de Lei para nós Povos e Comunidades Tradicionais. Compreendendo que fazem parte, grupos diferenciados como os Povos Indígenas,  Terreiros e  Ciganos  e as Comunidades: Quilombolas, Pescadores artesanais, Extrativistas, Polmeranos, Fundo e Feixe de Pasto, Pantaneiros, Caiçara,  etc...


`Mvu wa mpa wa mbote,  vo  Nzaambi, Bakulu etu ye za `Nkisi[1] bawoonso batukwatesa ye saambulwa.
“Feliz ano Novo, que Deus, nossos Ancestrais e todos os za `Nkisi nos potejam e abençoe!”



Nguunzu/ Gunzu, Axé  para todos.

Taata Konmannanjy




Abaixo-assinado Abaixo-assinado PELA APROVAÇÃO DO PL N.º7447/2010 -Estabelece diretrizes e objetivos para as políticas públicas de desenvolvimento sustentável dos povos e comunidades tradicionais

Para:Congresso Nacional do Brasil

Considerando ser o Brasil um Estado Democrático de Direito que preza pelo cumprimento integral da Carta Magna, na qual pactua com diversas convenções internacionais, nas quais os Direitos Humanos, principalmente a integralidade da dignidade da pessoa humana é norte para construção da justiça social, nesse aspecto, não se pode mais admitir, que com mais de 500 anos de história, seja colocado a segundo plano o trato com aqueles que inegavelmente são os "guardiões do legado cultural afro" e que irradiam tal cultura a formação de nosso país, ou seja, os povos tradicionais de terreiro.
Os povos tradicionais de terreiro asseguram a manutenção, desde a formação de nosso país, das riquezas culturais em sua ampla diversidade de signos e significados de todo o legado afro-brasileiro, seja em sua conotação religiosa, mas principalmente do que trata o salvaguardar uma cultura.
Vale salientar, desde já, a grande importância de expressão cultural que representamos nesse país, logo não podemos admitir que além do racismo e preconceito impostos, desde a escravidão, nos tornemos vitimas também de um racismo institucional, da sustentação da intolerância e do crescimento assustador de movimentos que tentem coibir, diluir ou descaracterizar o que é a realidade de nosso povo!

Logo, nós povo tradicional de terreiro, conclamamos a nosso povo, independente de sua perspectiva religiosa, mas pela compreensão de que povo é um elemento que constitui um Estado e que para fazer parte desse é preciso ser cidadão, possuidor de direitos e deveres, e nesse momento precisa e tem o dever de dar o direito de nós povos tradicionais de sairmos do "limbo histórico" para usufruir de nossos direitos herdados pelo sangue derramado de nossos ancestrais, para sermos hoje Nação.

Pedimos então, nessa Petição On Line, que o povo brasileiro, principalmente nossos co-irmãos de povos tradicionais, manifestem total e irrestrito apoio isso porque o assunto que trazemos aqui é de interesse comum de todos povos tradicionais, não só os de terreiro, haja vista que o Projeto de Lei n.º 7447/2010 vem a assegurar uma lei completa de proteção e sustentabilidade a todos os povos tradicionais:



a) as Políticas Públicas Culturais que lutamos e buscamos sejam efetivamente cumpridas e divulgadas nacionalmente, dando pleno acesso de direito ao que pedimos;

b) que o Decreto 6040/07 que instituiu a Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais seja convertido na amplitude de uma lei, que está desde o ano de 2010 aguardando ser votado, o qual para nós será dentre outros o grande instrumento jurídico para validar todas as demais mobilizações de direitos que fizemos, não só os povos tradicionais de terreiro, assim como os indígenas, quilombolas, ciganos, pescadores, enfim os tipificados quanto tradicionais;

c) que seja votado, em regime de Urgência, ainda nesse governo, o Projeto de Lei 7447/2010 - Estabelece diretrizes e objetivos para as políticas públicas de desenvolvimento sustentável dos povos e comunidades tradicionais, seja aprovado, ou seja, a real conversão do decreto citado.

d) logo pedimos apoio com a assinatura e preenchimento de todos itens da petição virtual para que possamos conseguir o maior número de assinaturas e, mais que isso que nosso direito quanto povo tradicional de terreiro seja cumprido.


Asé a todos!

Os signatários

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

PROJETO TELEFONE DE LATA PROMOVE FORMAÇÃO E INTERAÇÃO PARA MONITORES E CRIANÇAS DE DOIS PONTOS DE CULTURA DA BAHIA!

                                      
O Projeto Telefone de Lata é uma iniciativa que justifica-se, principalmente pela necessidade de estimular o reconhecimento e valorização de práticas culturais locais como elemento fundamental ao desenvolvimento humano; de criar espaços de diálogo intercultural para a promoção de um maior conhecimento de si e do outro; de ampliar e consolidar uma rede de produção e intercâmbio de conteúdos relacionados à cultura da infância; e de promover ações de formação teórico e prática que potencializem a atuação dos Pontos de Cultura. A infância enquanto etapa do desenvolvimento humano apresenta uma série de especificidades relativas à construção simbólica e consequentes maturação e inserção cultural dos sujeitos. 

Entre as atividades estruturantes que marcam a infância, o brincar destaca-se como um dos principais mediadores da relação da criança com o mundo, permitindo que a mesma conheça, aprenda e experimente diversos arranjos e papéis sociais, além de permitir que habilidades físicas e cognitivas se desenvolvam. A criação de um programa de atividades lúdico-pedagógicas que tenha por objetivo favorecer um intercâmbio da cultura da infância, atua em duplo sentido: o do conhecimento da própria cultura, e o do conhecimento de outros contextos socioculturais, que podem ser compreendidos pela criança através do reconhecimento de similaridades e diferenças entre eles. 

Além de proporcionar às crianças participantes do projeto um canal onde dispõem de ferramentas adequadas à sua idade e habilidade, tal aproximação permitirá, a partir de um marco de compreensão, respeito e enriquecimento mútuo, o acesso ao conhecimento produzido em meios sociais marcados pela diversidade e interdependência sociocultural. Ao apresentar para grupos sociais de outras culturas os repertórios de brincadeiras pesquisadas na própria localidade, estimula-se a curiosidade, a compreensão e o respeito pela cultura de referência, bem como pela cultura da localidade que se pretende conhecer. 

Esse exercício, além de promover o contato com a diferença, facilita a percepção, por parte das crianças, dos elementos culturais que compõem suas próprias formas sociais, oportuniza o desenvolvimento de laços de afetividade e interesse entre os distintos grupos envolvidos e coloca em pauta a diversidade de “infâncias”, fruto da multiplicidade cultural, revelada em saberes e fazeres diversos. O tema  da cultura da infância e o registro etnográfico do brincar tornam-se elementos unificadores das vivências destes grupos que são ao mesmo tempo tão similares e distintas.O projeto retoma uma tecnologia de intervenção, elaborada e desenvolvida por esta equipe proponente, à execução de um projeto piloto de conexão infantil, iniciada no ano de 2009, que promoveu o intercâmbio da cultura da infância, entre crianças do povoado de Tapipa, município de Barloviento, na Venezuela e crianças brasileiras da comunidade do Unhão, localizada em Salvador. 

A experiência foi tomada como base para a elaboração da presente proposta, que visa, nesta edição, o intercâmbio entre crianças de outras realidades sócioculturais. Nesse sentido o grupo vem dando continuidade a essa proposta através da busca de parceria junto aos Pontos de Cultura, com o desenvolvimento de ações junto a duas entidades localizadas nos territórios do Litoral Sul e Extremo Sul. A atual proposta vê uma oportunidade para constituir, a partir da vivência em diferentes espaços culturais, o intercâmbio entre organizações da sociedade civil que fazem parte da política cultural (Programa Cultura Viva) que fomenta o programa de Pontos de Cultura.

O desenvolvimento da presente iniciativa significa, portanto, a possibilidade de adensar uma rede de produção que articule a infância e o audiovisual em formato de intercâmbio, que contribui tanto para a formação dos grupos participantes como para a produção de conteúdos dirigidos a essa faixa etária. A perspectiva é que com a continuidade do projeto outras localidades dentro e fora do Brasil possam ser incluídas, consolidando esta rede de intercâmbio como um espaço de referência para a pesquisa, produção e divulgação de conteúdos relacionados às culturas da infância. 

O projeto pretende, por fim, contribuir com um processo de formação continuada em linguagem audiovisual e acerca da cultura da infância junto aos monitores dos Pontos de Cultura, viabilizando tanto um suporte local à execução do projeto, quanto à ampliação do impacto da ação, já que a mesma promove o acesso a conhecimentos e ferramentas que permitem a continuidade desta ação e a criação de outras ações relacionadas com a cultura da infância, tendo como proponentes os próprios Pontos de Cultura.


Conheça as crianças das Comunidades:

Ponto de Cultura Tribo jovem 
( Comunidade Indígena, Aldeia Velha, Porto Seguro-BA)


                                       

Ponto de Cultura 

Associação do Culto Afro Itabunense 

(Comunidade de Terreiro, Ilè Axé Oya Funké,Itabuna-BA)


                                      


Acompanhe o Projeto no Nosso Blog, visite: http://telefonedelatacomunicacao.blogspot.com.br/

 Fotos: Telefone de Lata/ ACAI/Tribo Jovem)
( Texto: Telefone de Lata)






sexta-feira, 2 de setembro de 2011

REUNIÃO DA CEPdC/SUDECULT



ACONTECERÁ NO DIA 05 DE SETEMBRO DE 2011, ÀS 14:00, NO PALÁCIO DO RIO BRANCO/SALVADOR/BA
REUNIÃO DA COMISSÃO ESTADUAL DOS PONTOS DE CULTURA DA BAHIA E A SECULT/SUDECULT. TENDO COMO PAUTA;

TEIA 2011
PROGRAMA CULTURA VIVA
FORMAÇÃO PARA A REDE DOS PONTOS

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