sexta-feira, 26 de junho de 2026

*MENSAGEM DE AGRADECIMENTO PELA REALIZAÇÃO DA MAIOR TEIA DE TODOS OS TEMPOS*



*MENSAGEM DE AGRADECIMENTO PELA REALIZAÇÃO DA MAIOR TEIA DE TODOS OS TEMPOS*


A Diretoria da Política Nacional de Cultura Viva (DPNCV/SCDC/MinC) expressa sua mais *profunda gratidão a todas e todos que tornaram possível a realização deste encontro histórico*. A 6ª Teia Nacional – Pontos de Cultura pela Justiça Climática consolidou-se como *a maior Teia de nossa história, mobilizando mais de 3.500 Pontos de Cultura, em 27 Fóruns e Teias Estaduais/Distrital, e reunindo mais de 4 mil pessoas na etapa nacional , realizada no Espírito Santo*.


*Este sucesso é fruto de uma construção coletiva e de sólidas parcerias institucionais*. 


Agradecemos aos e às colegas de toda Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural, aos Escritórios Estaduais do Ministério da Cultura, à Secretaria Executiva, ao Gabinete da Ministra e todas as demais unidades do Sistema MinC.


Da mesma forma, agradecemos à Comissão Nacional dos Pontos de Cultura (CNPdC) pela gestão compartilhada e participativa, parabenizando pela realização do 5º Fórum Nacional de Pontos de Cultura, maior e mais potente encontro político de grupos culturais de base comunitária do planeta.



À Secretaria de Estado da Cultura do Espírito Santo (Secult-ES), pela parceria desde o primeiro momento de construção da Teia. Agradecemos, também, ao Instituto Federal do Espírito Santo (IFES), à UNESCO, ao SESC ES, ao programa IberCultura Viva e à Prefeitura Municipal de Aracruz.


Um agradecimento especial à Comissão Organizadora e ao Grupo de Trabalho Local , que atuaram incansavelmente na governança, no planejamento e no acolhimento de todas as delegações.


Nossa profunda gratidão aos Entes Federativos, em especial aos Governos Estaduais/Distrital, pela garantia da presença de delegados e delegadas de todas as 27 UF’s do país. Destacamos o papel e agradecemos ao Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Estaduais de Cultura, ao Fórum Nacional de Secretários e Gestores de Cultura das Capitais e Municípios Associados e à Rede Nacional de Gestores Municipais de Cultura.


Saudamos a todos os Pontões de Cultura e aos e às Agentes de Cultura Viva, pelo papel estratégico na mobilização, articulação e qualificação dos processos relacionados à Rede Cultura Viva e à Teia.


Saudação aos professores e professoras, pesquisadores e pesquisadoras, bolsistas e equipes das Univerisdades que compõem o Consórcio Universitário Cultura Viva (UFBA, UFPR e UFF). Em especial, pelo lançamento de estudos, publicações e pela contribuição na qualificação das programações.


*Deixamos um agradecimento especial ao povo do Espírito Santo e de Aracruz*. Nossa reverência às comunidades Tupinikim e Guarani, que nos acolheram em suas terras ancestrais, e à comunidade cultural aracruzense, cujos Pontos de Cultura se transformaram em sementes de inspiração para todo o país, especialmente com a realização de vivências sensíveis e marcantes. A 6ª Teia entra para a história como a primeira não realizada em uma capital, com construção e atividades integradas aos territórios.


*Nossa gratidão estende-se às diversas categorias de participantes que deram vida à Teia*:


* às 866 delegadas e delegados do V Fórum Nacional de Pontos de Cultura, vozes fundamentais da democracia cultural brasileira;

* às mais de 300 gestoras e gestores estaduais e municipais, parceiros na pactuação federativa da Cultura Viva;

* aos 160 Agentes Cultura Viva e representantes dos Pontões de Cultura, articuladores permanentes de nossas redes;

* aos artistas, pesquisadores, expositores da Feira de Economia Viva e equipes de cobertura colaborativa;

* às mestras e mestres das culturas tradicionais e populares, guardiões da memória ancestral de nosso povo.


*Reconhecemos também o esforço fundamental de cada trabalhador e trabalhadora que garantiu a realização deste grande encontro*: servidores públicos do MinC e das instituições parceiras, consultores da UNESCO e as equipes de transporte, limpeza, alimentação, hospedagem, segurança, saúde, montagem, sonorização, dentre outras.


*Celebramos os quase 22 anos da Política Nacional de Cultura Viva como memória insurgente de um povo que transformou cultura em direito, participação em política pública e território em escola de democracia.* A Cultura Viva provou que o Brasil profundo pensa, cria, governa e produz soluções coletivas. Cada terreiro, ponto de leitura, teatro popular, cineclube, grupo de coco, maracatu, hip hop, cultura digital, tradição oral, ponto de memória ou agroecologia cultural é também um território de defesa da vida.


*Reafirmamos a Política Nacional de Cultura Viva como política universal, estruturante do Sistema Nacional de Cultura e como ferramenta estratégica para a construção do Bem Viver*. Hoje, a rede de Pontos e Pontões de Cultura oferece uma ampla gama de serviços públicos comunitários à população brasileira, o acesso é garantido como um direito de cidadania, sendo uma das maiores redes de infraestrutura sociocultural de base comunitária da América Latina e do mundo. 


*Fortalecida pela recriação do Ministério da Cultura, sob liderança do Presidente Lula e da Ministra Margareth Menezes, a Cultura Viva vive seu momento mais expansivo e estruturante desde sua criação, tornando-se, cada vez mais, do tamanho do Brasil*. Em pouco mais de três anos, passamos de cerca de 4 mil Pontos de Cultura reconhecidos ao longo de 19 anos para mais de 16 mil Pontos de Cultura em todo o país, presentes em mais de 2.200 municípios brasileiros. Desde 2023, o investimento do Ministério da Cultura na Política Nacional de Cultura Viva se aproxima de R$ 1 bilhão, devendo alcançar cerca de R$ 1,4 bilhão até o final deste ano. A Meta 23 do Plano Nacional de Cultura 2010-2024 previa o fomento a 15 mil iniciativas de Pontos de Cultura em dez anos; apenas nos primeiros anos da atual gestão, já ultrapassamos 23 mil iniciativas fomentadas, com previsão de superar 30 mil até o final de 2026. Isso significa que, em apenas quatro anos, o Brasil terá fomentado mais do que o dobro do previsto originalmente para uma década inteira. Além dos Pontos e Pontões de Cultura apoiados, também foram destinados recursos para a concessão de 2.577 Bolsas Cultura Viva, incluindo Agentes Jovens de Cultura Viva e Mestras e Mestres das Culturas Tradicionais e Populares.


*Como afirmado em nossa Carta Final, “a Terra só seguirá viva com Cultura Viva”.* A 6ª Teia Nacional demonstrou que não haverá justiça climática sem o protagonismo das comunidades, povos originários, coletivos periféricos, juventudes, quilombolas, mestres e mestras, fazedores de cultura e redes de solidariedade que sustentam a vida cotidiana em nossos territórios.


*A crise climática não é uma fatalidade natural: ela é consequência de um modelo econômico predatório, concentrador e colonial.* Por isso, enfrentar o aquecimento global exige mais do que metas de carbono; exige redistribuição de riqueza, demarcação dos territórios indígenas, proteção dos biomas, soberania alimentar, democratização da comunicação e fortalecimento das culturas populares e comunitárias. Exige enfrentar o neoliberalismo e barrar o avanço do fascismo no mundo.


*A Cultura Viva demonstra, na prática, que cultura não é acessório: é dimensão estratégica da democracia, da soberania nacional, da proteção dos territórios, baseada nos princípios da economia solidária, da autogestão, da memória coletiva e da reconstrução do vínculo entre humanidade e natureza.* Diante da emergência climática e da crise civilizatória global, reafirmamos o papel das culturas populares e comunitárias como caminhos concretos para o Bem Viver.


Que o voo do Mainó’i siga polinizando sonhos, territórios e redes de solidariedade pelos próximos anos. Porque, enquanto houver Cultura Viva, haverá esperança organizada, memória em movimento e futuro.


*Muito obrigado!*

Seguimos juntos e juntas.

*Viva a Cultura Viva!*


Diretoria da Política Nacional de Cultura Viva  - DPNCV/SCDC/MinC

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