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terça-feira, 11 de outubro de 2011
Inscrições abertas para oficina de Direção de Fotografia e de Sonoplastia na II MUSA
A II Mostra Universitária Salobrinho de Audiovisual, MUSA, acontece de 25 a 27 de outubro, na Universidade Estadual de Santa Cruz, UESC. O evento é pioneiro na categoria de audiovisual universitário no sul da Bahia e oferece a oportunidade para profissionais da área e demais interessados de se capacitar e aperfeiçoar por meio das oficinas de Direção de Fotografia e de Sonoplastia. As aulas serão ministradas por Antônio Luis Mendes e por Napoleão Cunha, respectivamente. Ambos são profissionais experientes que atuam com destaque na área de cinema e vídeo no Brasil. As inscrições estão abertas e as vagas são limitadas. Veja como se inscrever clicando aqui.
Três dias para apreciar e discutir a linguagem audiovisual
Para ampliar as oportunidades de exibição das produções universitárias, a partir deste ano a Musa passa a receber curtas-metragens de todo o Brasil para a Mostra Competitiva. As inscrições para esta categoria já foram encerradas e, neste momento, passam pela curadoria vídeos de Itabuna, Salvador, Feira de Santana, Vitória da Conquista, Florianópolis, Gôiania, São Cristovão, São Paulo, Rio de Janeiro e Recife.
Os vencedores II Musa serão eleitos pelo júri popular. Os que ganharem em primeiro, segundo e terceiro lugares receberão o troféu MUSA, confeccionado pelo reconhecido artesão Souza, especialmente para a premiação, além de levarem para casa também livros da editora Editus. A programação da Musa também inclui:
Apresentação trabalhos acadêmicos sobre audiovisual;
Mostra Pixelando (de produções independentes não universitárias);
As exibições dos longas “Trampolim do Forte”, de João Rodrigo Mattos e “Iluminados”, de Cristina Leal, inéditos na região, com bate papo com representante da equipe do filme após a sessão;
Uma discussão sobre a Economia do Audiovisual;
Sessões infantis;
Realização de oficina de vídeo para alunos da rede pública do bairro Salobrinho.
As exposições: “Roque Araújo - O Cinema na Televisão”; a exposição fotográfica “Em Cantos da Bahia”, de Felippe Thomaz; e a exposição “Afrofilisminogravura”, do artista plástico Ayam U’Brais.
O evento será encerrado com o show do cantor baiano Zéu Britto e das bandas Manzuá, OQuadro e DJ Danley, no dia 27 de outubro, na Concha Acústica de Ilhéus, a partir das 18h. Os ingressos já estão à venda com preço especial para o primeiro lote (R$ 20,00).
O evento vai atrair universitários, pesquisadores, professores, amadores, realizadores e o público geral interessado em audiovisual. A realização é da NúProArt e da Panorâmica Produções. Mais informações sobre a programação e de como se inscrever estão em: www.mostramusa.com
Tacila Mendes
Comunicóloga / DRT 6795
Ascom II MUSA
mostramusa@gmail.com
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
ESTUDANTES DO PREAFRO APROVADOS NO VESTIBULAR UESC - 2010
ESTUDANTES DO PREAFRO APROVADOS NO VESTIBULAR UESC - 2010
1 - TATIANA SANTANA DE SOUZA - DIREITO - MAT.
2 - SIMONE SANTOS SILVA - GEOGRAFIA LIC./NOT
3 - SERGIO RICARDO DO NASCIMENTO - CIÊNCIAS CONTÁBEIS/NOT
4 - AMANDA SILVA SANTOS PEDAGOGIA MAT.
5 - JONATHAS RODRIGUES Ed. Física/DIU
6 - VIVIANA SANTOS DE NOVAES PEDAGOGIA /MAT
7 - ALINE DO NASCIMENTO SOUZA CIE. BIOLOGICAS BACH./DIU
8 - CARLA ALVES DOS SANTOS- ED FÍSICA/DIU
9 - CLEBSON RODRIGUES ALVES - HISTÓRIA/NOT
10 - CRISTIANE QUEIROZ MENDES PEDAGOGIA/NOT
AXÉ
Egnaldo França
8807 0038
1 - TATIANA SANTANA DE SOUZA - DIREITO - MAT.
2 - SIMONE SANTOS SILVA - GEOGRAFIA LIC./NOT
3 - SERGIO RICARDO DO NASCIMENTO - CIÊNCIAS CONTÁBEIS/NOT
4 - AMANDA SILVA SANTOS PEDAGOGIA MAT.
5 - JONATHAS RODRIGUES Ed. Física/DIU
6 - VIVIANA SANTOS DE NOVAES PEDAGOGIA /MAT
7 - ALINE DO NASCIMENTO SOUZA CIE. BIOLOGICAS BACH./DIU
8 - CARLA ALVES DOS SANTOS- ED FÍSICA/DIU
9 - CLEBSON RODRIGUES ALVES - HISTÓRIA/NOT
10 - CRISTIANE QUEIROZ MENDES PEDAGOGIA/NOT
AXÉ
Egnaldo França
8807 0038
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
PAPAI NOEL É BOM, MAS PENA QUE ELE NÃO EXISTE
PAPAI NOEL É BOM, MAS PENA QUE ELE NÃO EXISTE
Egnaldo Ferreira França
Estudante do Curso de História da
Universidade Estadual de Santa Cruz - UESC
Idealizador e fundador do Projeto Encantarte
egnegao@hotmail.com
Eis que chega dezembro, e como uma grande e afinada orquestra, a civilização cristã volta-se aos mais puros sentimentos de amor, religiosidade e solidariedade. Poucos são os que não desejam arranjos e adereços ornamentais para suas residências. A cidade fica mais bonita com suas luzes coloridas e ruas movimentadas em busca das esperadas promoções natalinas para assim poder presentear a quem se ama. Mas este estado de hipnose emocional, que atrai cada vez mais consumidores, costuma fazer brilhar os olhos diante das lojas, dos produtos, das aparências, mas não permite perceber quem por vezes os atendem. E ali, naquele atendimento, pode está configurado uma denúncia social ignorada pela maioria: o trabalho infantil.
Entre os dias 07 e 13 de dezembro deste ano em curso, dediquei-me a uma pesquisa no centro de Itabuna e na feira livre do Bairro São Caetano com um único interesse: encontrar crianças trabalhando e analisar o quanto essa realidade tem ceifado o direito a infância desses meninos e meninas desprotegidos dos seus direitos. Neste curto espaço de tempo entrevistei 26 crianças entre 10 e 13 anos de idade e certamente não foi alcançado nem 10% do contingente precocemente ativo no mercado de trabalho desta cidade. Comum em cada uma dessas crianças foi o olhar e o sentimento ao expressar seu amor ou repulsa ao período natalino e também à figura do Papai Noel. Nenhum dos encontrados estavam trabalhando porque seus pais ou responsáveis os forçaram, mas, eles, por não terem na família o necessário para sua sobrevivência lançaram-se no mercado para ajudar seus familiares, o que caracteriza uma postura adulta por mais que eles assim não entendam. Dessas 26 criança, apenas 02 estava fora da escola; 04 afirmaram que brincam durante a semana e trabalham no fim de semana, as demais disseram ter uma jornada dupla – estudar um turno e trabalhar no outro, sendo que uma grande parte desses continuam trabalhando também nos fins de semana; 23 disseram que ajudam no sustento da família. Ao questionar Porque trabalhavam, entre as resposta chamaram a atenção a do menor de 12 anos: “Pra mim ganhar meu dinheiro.”; outro com 10 anos disse: “Por causa que eu gosto.”; o carregador de 10 anos afirma: “Porque eu gosto, e quando dá dia de domingo, quando eu querer comprar arguma coisa eu tenho o dinheiro pra comprar.”; o garoto 13 anos disse: “Pra mim ajudar minha família.” Já este outro, carregador, de 10 anos afirma: “Pra ajudar a minha mãe.” Seja para si ou para ajudar seus familiares, fica evidente que esta vulnerabilidade socioeconômica faz com que essas crianças assumissem a responsabilidade diante da dificuldade.
Quando perguntados sobre o que acham do período natalino, um disse: “nada”; dois disseram :“ ... não sei...” ou “sei lá...”; muitos se limitaram a dizer: “bom” ou simplesmente responderam com um silêncio acompanhado por um triste olhar para o chão ou para o horizonte... Mesmo assim, 25 disseram gostar do Natal. Ao perguntar o que acham do Papai Noel, se destacaram as seguintes respostas: “...Eu nunca vi ele.”; “Eu acho que ele não existe”; “Ele é bom, mas que pena que ele não existe”; “Eu acho... Eu gosto dele, mas ele não existe...”; “Nada! Não existe!”; “... Eu não acredito em Papai Noel não”; “Nada”; “Não conheço ele...” Dos 26, 15 afirmaram categoricamente que não gostam do Papai Noel e 20 disseram que não acreditam no “bom velhinho”. A ultima pergunta foi o que gostariam de ganhar nesse natal. A bicicleta continua liderando os sonhos infantis, mas, dois desejos, em especial, chamaram à atenção: o vendedor de vale transportes de 11 anos respondeu: “...Deixa eu ver... Dinheiro”; o carregador disse: “Uma galinhota nova (...) porque a minha ta estragada...” Depoimentos dessa natureza, vindo de crianças, não deve ser encarado como algo normal. Essas crianças perderam, ou na verdade, não vivem sua infância. O consumismo desenfreado em perfeita comunhão com o capitalismo faz aumentar a pobreza. Mas os desejos depositados nos corações neste período certamente não é resolver essa questão. Alguns pedem paz, prosperidade, amor ou felicidade. Como pode haver paz se a fome ainda é problema para a maioria da população brasileira? Como pode haver prosperidade se o trabalho infantil ainda é fonte de sustento para muitas famílias? Como pode haver amor se nos negamos a enxergar o sofrimento das nossas crianças? Como pode haver felicidade se nossas crianças já não sonham mais sonho de criança e existem como adultos em miniaturas?
Para onde vai, portanto, os valores éticos, morais e espirituais se ignoramos o absurdo? Para que nos serve o espírito natalino se a maioria das nossas crianças não vivem a felicidade vendida pelo Papai Noel? Eis que chega o natal... E amanhã, certamente, surgirão novos vendedores de água de côco, de bolo, de tempero, de dvd / cd, de vale transporte, de roupa, de verdura, de caranguejo, guardadores de carro, carregadores e outros, todos crianças pois o consumismo desenfreado está aí, mas a beleza do bom velhinho ofusca a realidade dura vivida por muitas crianças neste país das maravilhas. Precisamos rever urgente os nossos conceitos...
Egnaldo Ferreira França
Estudante do Curso de História da
Universidade Estadual de Santa Cruz - UESC
Idealizador e fundador do Projeto Encantarte
egnegao@hotmail.com
Eis que chega dezembro, e como uma grande e afinada orquestra, a civilização cristã volta-se aos mais puros sentimentos de amor, religiosidade e solidariedade. Poucos são os que não desejam arranjos e adereços ornamentais para suas residências. A cidade fica mais bonita com suas luzes coloridas e ruas movimentadas em busca das esperadas promoções natalinas para assim poder presentear a quem se ama. Mas este estado de hipnose emocional, que atrai cada vez mais consumidores, costuma fazer brilhar os olhos diante das lojas, dos produtos, das aparências, mas não permite perceber quem por vezes os atendem. E ali, naquele atendimento, pode está configurado uma denúncia social ignorada pela maioria: o trabalho infantil.
Entre os dias 07 e 13 de dezembro deste ano em curso, dediquei-me a uma pesquisa no centro de Itabuna e na feira livre do Bairro São Caetano com um único interesse: encontrar crianças trabalhando e analisar o quanto essa realidade tem ceifado o direito a infância desses meninos e meninas desprotegidos dos seus direitos. Neste curto espaço de tempo entrevistei 26 crianças entre 10 e 13 anos de idade e certamente não foi alcançado nem 10% do contingente precocemente ativo no mercado de trabalho desta cidade. Comum em cada uma dessas crianças foi o olhar e o sentimento ao expressar seu amor ou repulsa ao período natalino e também à figura do Papai Noel. Nenhum dos encontrados estavam trabalhando porque seus pais ou responsáveis os forçaram, mas, eles, por não terem na família o necessário para sua sobrevivência lançaram-se no mercado para ajudar seus familiares, o que caracteriza uma postura adulta por mais que eles assim não entendam. Dessas 26 criança, apenas 02 estava fora da escola; 04 afirmaram que brincam durante a semana e trabalham no fim de semana, as demais disseram ter uma jornada dupla – estudar um turno e trabalhar no outro, sendo que uma grande parte desses continuam trabalhando também nos fins de semana; 23 disseram que ajudam no sustento da família. Ao questionar Porque trabalhavam, entre as resposta chamaram a atenção a do menor de 12 anos: “Pra mim ganhar meu dinheiro.”; outro com 10 anos disse: “Por causa que eu gosto.”; o carregador de 10 anos afirma: “Porque eu gosto, e quando dá dia de domingo, quando eu querer comprar arguma coisa eu tenho o dinheiro pra comprar.”; o garoto 13 anos disse: “Pra mim ajudar minha família.” Já este outro, carregador, de 10 anos afirma: “Pra ajudar a minha mãe.” Seja para si ou para ajudar seus familiares, fica evidente que esta vulnerabilidade socioeconômica faz com que essas crianças assumissem a responsabilidade diante da dificuldade.
Quando perguntados sobre o que acham do período natalino, um disse: “nada”; dois disseram :“ ... não sei...” ou “sei lá...”; muitos se limitaram a dizer: “bom” ou simplesmente responderam com um silêncio acompanhado por um triste olhar para o chão ou para o horizonte... Mesmo assim, 25 disseram gostar do Natal. Ao perguntar o que acham do Papai Noel, se destacaram as seguintes respostas: “...Eu nunca vi ele.”; “Eu acho que ele não existe”; “Ele é bom, mas que pena que ele não existe”; “Eu acho... Eu gosto dele, mas ele não existe...”; “Nada! Não existe!”; “... Eu não acredito em Papai Noel não”; “Nada”; “Não conheço ele...” Dos 26, 15 afirmaram categoricamente que não gostam do Papai Noel e 20 disseram que não acreditam no “bom velhinho”. A ultima pergunta foi o que gostariam de ganhar nesse natal. A bicicleta continua liderando os sonhos infantis, mas, dois desejos, em especial, chamaram à atenção: o vendedor de vale transportes de 11 anos respondeu: “...Deixa eu ver... Dinheiro”; o carregador disse: “Uma galinhota nova (...) porque a minha ta estragada...” Depoimentos dessa natureza, vindo de crianças, não deve ser encarado como algo normal. Essas crianças perderam, ou na verdade, não vivem sua infância. O consumismo desenfreado em perfeita comunhão com o capitalismo faz aumentar a pobreza. Mas os desejos depositados nos corações neste período certamente não é resolver essa questão. Alguns pedem paz, prosperidade, amor ou felicidade. Como pode haver paz se a fome ainda é problema para a maioria da população brasileira? Como pode haver prosperidade se o trabalho infantil ainda é fonte de sustento para muitas famílias? Como pode haver amor se nos negamos a enxergar o sofrimento das nossas crianças? Como pode haver felicidade se nossas crianças já não sonham mais sonho de criança e existem como adultos em miniaturas?
Para onde vai, portanto, os valores éticos, morais e espirituais se ignoramos o absurdo? Para que nos serve o espírito natalino se a maioria das nossas crianças não vivem a felicidade vendida pelo Papai Noel? Eis que chega o natal... E amanhã, certamente, surgirão novos vendedores de água de côco, de bolo, de tempero, de dvd / cd, de vale transporte, de roupa, de verdura, de caranguejo, guardadores de carro, carregadores e outros, todos crianças pois o consumismo desenfreado está aí, mas a beleza do bom velhinho ofusca a realidade dura vivida por muitas crianças neste país das maravilhas. Precisamos rever urgente os nossos conceitos...
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